E aê, galera?! Tudo bem com vocês, né?
Olha, a notícia é velha, mas não
custa nada discutir um pouco mais sobre a importância desse acontecimento para
a cultura alagoana como um todo e, especificamente, as produtoras do bordado de
filé, situadas em sua grande maioria (oito associações) no entorno do complexo
lagunar Mundaú-Manguaba.
Vamos entender um pouco mais sobre essa
categoria de artesanato de grande valor cultural e histórico e que
acontecimento foi esse.
O caminho ainda está aberto e se vê
muito pela frente, mas passos importantes já foram dados. No dia 20 de junho
(quarta-feira), o Conselho Estadual de
Cultura (Cec) aprovou a então continuidade do processo administrativo de Registro de Patrimônio Imaterial. Essa
proposta chegou aos “ouvidos” do pessoal do Cec a partir do pedido realizado pelo Sebrae/AL e encaminhado junto à Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Essa ação do Cec de dar continuidade ao processo
fará com que a diretoria do Pró-Memória
(que também apresentou o parecer técnico na mesma reunião) providencie a
instrução técnica do processo administrativo, que corre segundo a Lei 7.285/11 (Lei que institui o Registro de Bens Culturais de Natureza
Imaterial que constituem o
Patrimônio Alagoano, sancionada em 2011).
Renata Fonseca,
representante do Sebrae/AL,
ressaltou que:
“O filé
alagoano tem suas características próprias e devemos preservá-las. Com o
registro, estaremos reconhecendo, além do ofício, aquelas pessoas que vivem
desse artesanato.” (Fonte: www.identidadealagoana.com.br).
Enfim, pano pra manga é o que não
falta quanto a esses encaminhamentos, mas a verdade é que essa iniciativa que
envolve Sebrae/AL, Secult e Cec só reforça o desejo de praticar o mesmo em outras categorias da
cultura material e imaterial alagoana. E mais, é importante saber que muitas
dessas expressões importantes na construção da identidade do nosso Estado estão
sobrevivendo com muito esforço. Como já foi dito neste espaço virtual, quem
produz para a cultura do Estado não se sente bem em passar a prática aos
filhos, por exemplo, com o intuito de livrá-los do salário de fome, que, sem esse tipo de ação efetiva, será
inevitável. Com a proteção do governo, a partir da concretização do bordado de filé em Patrimônio Imaterial alagoano, outras atividades de artesanato
podem se fazer mais visíveis. Afinal, divulgação causa o interesse, interesse
proporciona vendas e assim sobrevivência da cultura, que também é negócio. No
caso do bordado, cada artesã fatura em média R$500,00 por mês, isso por conta do apoio do Sebrae/AL e o seu processo de formalização e, portanto,
profissionalização das produtoras que, para vender mais, tiveram de adaptar os
produtos ao consumo da população.
Mas,
finalmente, o que é o bordado de filé?
As mãos brilhantes que manipulam a
renda alagoana são utilizadas na confecção de toalhas, colchas, fronhas e
muitos outros artigos derivados. Esse tipo de produção surgiu há mais de 200 anos e hoje se concentra,
especialmente, em Marechal Deodoro,
um dos berços da cultura alagoana, e na capital Maceió. Com uma linha de algodão na mão e um improvisado aro de
bicicleta, as artistas produtoras do bordado inventam maravilhas
características da nossa terra.
Para preencher as lacunas que esse
post deixou, veja o vídeo abaixo sobre essa produção artesanal.
Imagens adquiridas em:
Identidade Alagoana. http://www.identidadealagoana.com.br/

