domingo, 1 de julho de 2012

A conquista do bordado tipicamente alagoano


E aê, galera?! Tudo bem com vocês, né?

Olha, a notícia é velha, mas não custa nada discutir um pouco mais sobre a importância desse acontecimento para a cultura alagoana como um todo e, especificamente, as produtoras do bordado de filé, situadas em sua grande maioria (oito associações) no entorno do complexo lagunar Mundaú-Manguaba.

Vamos entender um pouco mais sobre essa categoria de artesanato de grande valor cultural e histórico e que acontecimento foi esse.

O caminho ainda está aberto e se vê muito pela frente, mas passos importantes já foram dados. No dia 20 de junho (quarta-feira), o Conselho Estadual de Cultura (Cec) aprovou a então continuidade do processo administrativo de Registro de Patrimônio Imaterial. Essa proposta chegou aos “ouvidos” do pessoal do Cec a partir do pedido realizado pelo Sebrae/AL e encaminhado junto à Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Essa ação do Cec de dar continuidade ao processo fará com que a diretoria do Pró-Memória (que também apresentou o parecer técnico na mesma reunião) providencie a instrução técnica do processo administrativo, que corre segundo a Lei 7.285/11 (Lei que institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem o Patrimônio Alagoano, sancionada em 2011).

Renata Fonseca, representante do Sebrae/AL, ressaltou que:

“O filé alagoano tem suas características próprias e devemos preservá-las. Com o registro, estaremos reconhecendo, além do ofício, aquelas pessoas que vivem desse artesanato.” (Fonte: www.identidadealagoana.com.br).

Enfim, pano pra manga é o que não falta quanto a esses encaminhamentos, mas a verdade é que essa iniciativa que envolve Sebrae/AL, Secult e Cec só reforça o desejo de praticar o mesmo em outras categorias da cultura material e imaterial alagoana. E mais, é importante saber que muitas dessas expressões importantes na construção da identidade do nosso Estado estão sobrevivendo com muito esforço. Como já foi dito neste espaço virtual, quem produz para a cultura do Estado não se sente bem em passar a prática aos filhos, por exemplo, com o intuito de livrá-los do salário de fome, que, sem esse tipo de ação efetiva, será inevitável. Com a proteção do governo, a partir da concretização do bordado de filé em Patrimônio Imaterial alagoano, outras atividades de artesanato podem se fazer mais visíveis. Afinal, divulgação causa o interesse, interesse proporciona vendas e assim sobrevivência da cultura, que também é negócio. No caso do bordado, cada artesã fatura em média R$500,00 por mês, isso por conta do apoio do Sebrae/AL e o seu processo de formalização e, portanto, profissionalização das produtoras que, para vender mais, tiveram de adaptar os produtos ao consumo da população.


Mas, finalmente, o que é o bordado de filé?


As mãos brilhantes que manipulam a renda alagoana são utilizadas na confecção de toalhas, colchas, fronhas e muitos outros artigos derivados. Esse tipo de produção surgiu há mais de 200 anos e hoje se concentra, especialmente, em Marechal Deodoro, um dos berços da cultura alagoana, e na capital Maceió. Com uma linha de algodão na mão e um improvisado aro de bicicleta, as artistas produtoras do bordado inventam maravilhas características da nossa terra.

Para preencher as lacunas que esse post deixou, veja o vídeo abaixo sobre essa produção artesanal.





Imagens adquiridas em:
Painel Notícias. http://painelnoticias.com.br/;