Abertura
oficial da exposição Irinéia: um sutil
olhar em Murici.
No dia 03 de dezembro (segunda-feira)
a exposição Irinéia: um sutil olhar abriu suas portas para a visitação do
público muriciense e contou com a presença da própria Irinéia e seu esposo Antônio.
Realizada pelo Coletivo A Fábrica,
de União dos Palmares, a exposição
foi apoiada pela Secretaria de
Indústria, Comércio e Turismo (Prefeitura Municipal de Murici) e por este
blog, no intuito de oferecer uma alternativa artística para despertar o
interesse de todos da região, inclusive se tratando do público de estudantes. Murici é a primeira cidade a receber
essa exposição, que consequentemente sai pela primeira vez dos limites de União dos Palmares. Foi e continua
sendo um momento único para a cultura muriciense, afinal de contas, não é
sempre que se recebe um patrimônio vivo da cultura alagoana. O artesanato de Irinéia Nunes é uma obra indescritível
e insubstituível... E isso explica a nossa alegria. Sabemos dos bons artesãos que
temos no município, mas esse campo ainda precisa ser melhor organizado, apoiado
e divulgado. Portanto, Irinéia Nunes
é o carro-chefe para as transformações que estão por vir. É por isso que
sinto-me na obrigação de agradecer aos amigos do Coletivo A Fábrica por firmarem uma parceria tão saudável a ponto
de nos proporcionar esse espaço de valorização do artesanato, da cultura
material, não apenas de União dos
Palmares ou Murici, mas de toda
a nossa Alagoas.
Como se não bastasse ver aquele
espaço repleto de estudantes da rede pública de ensino, muito curiosos e
enchendo a dona Irinéia e o senhor Antônio de perguntas,
ainda conseguimos tempo para sentar com esses artesãos e bater um papo bem
descontraído.
Divulgo agora, na íntegra, a
entrevista feita com dona Irinéia para
o blog Cultura ao Lado. Para
realizar essa cobertura do evento com os relatos de quem fez as maravilhosas
obras, contei com amigos que me ajudaram a manter um norte para os
questionamentos e formaram esse espaço de pesquisa junto a mim, são eles: Claudionor Gomes, estudante de Ciências
Sociais; Jamerson Pereira, Agente de
Desenvolvimento Municipal e Ariston
Denison, também Agente de Desenvolvimento Municipal. Desde já, agradeço a
eles pelo apoio concedido, seja formulando também suas perguntas, seja na organização
do material.
Note que a entrevista do blog com os
artesãos é extremamente reveladora... Revela técnicas de trabalho, dificuldades
que Irinéia passou, seus problemas
familiares e todas as barreiras enfrentadas pra chegar até aqui. Mesmo sendo um
recorte histórico da vida da artista que não abrange a maioria de suas
experiências, não deixa de ser um trabalho que levanta um perfil de Irinéia, sendo uma contribuição para
conhecermos um pouco dela como ser humano, em suas falhas, acertos e anseios, e
não apenas como patrimônio imaterial. Mas, chega de papo... Vamos lá!
Entrevista
com dona Irinéia, na visita feita a Murici, para a abertura oficial da
exposição Irinéia: um sutil olhar,
localizada no hall da Prefeitura Municipal de Murici.
1) Dona Irinéia,
atualmente a senhora está trabalhando em quais peças?
Dona
Irinéia – Eu to fazendo
uns barros pra decoração, mas de vez ou outra eu levanto umas estátuas também,
pra não esquecer... Vou fazendo umas coisas diferentes pras pessoas que
chegarem se agradar, né?!
2) Eu soube de
um Zumbi gigante que vocês fizeram, não é?! Ele até se dividia em duas partes.
Dona
Irinéia – Faz tempo.
Faz tempo esse. Fizemos e ele subiu pra Serra da Barriga, tá com quase 3 anos.
*Nesse inicio de entrevista, dona Irinéia ensina técnicas para deixar o
barro mais resistente, seja queimando-o ou aplicando uma goma na peça, técnica
que ela mesma desenvolveu. Ela diz que é preciso tomar cuidado, pois a peça
crua não aguenta água e se desmancha, por isso o barro deve ser queimado para
ter segurança, consistência, no sol ou na chuva. O segredo de dona Irinéia é criar experiências, suas
próprias fórmulas e testa-las, na expectativa que funcionem ou que cheguem
perto do ideal.
3) Quanto tempo
a senhora trabalha nesse ofício?
Dona
Irinéia – Tá com uns
34 pra 35 anos. Do tempo que eu vivo com ele (senhor Antônio) foi o tempo que eu descobri a arte e
continuei trabalhando.
4) E a senhora
perdeu na enchente, de peças que a senhora faz, alguma coisa?
Dona
Irinéia – Perdemos,
meu filho. A gente perdeu umas 1.000 peças ou mais. Nós tava já trabalhando pro
mês de novembro, né?! Ia juntando aquelas peças que, de vez em quando, vem
gente de Maceió e compra de quantidade pra levar pra aquelas barracas na beira
da praia pra vender. E já tinha até encomenda que a gente tava trabalhando.
Esse senhor já tinha mandado dinheiro avançado e nós tava caprichando pra
quando queimasse... Aí o homem vir buscar. Aí foi o tempo que houve essa cheia
aí e levou as peças e a gente teve que fazer um empréstimo pra devolver o
dinheiro do homem.
*Nesse momento, um dos trechos da
gravação ficou confuso, mas dona Irinéia
havia explicado que foi ajudada por uma cunhada, que se desenvolveu bem no trabalho
e contribuiu no ofício, fazendo as peças com muita rapidez. Em média, fazia de 40 a 50 peças por dia e dona Irinéia
ajudava no acabamento.
5) Os traços nas
peças trabalhadas pela sua cunhada eram parecidos com o da senhora?
Dona
Irinéia – Parecia sim.
Depois da enchente o marido dela morreu e ela ficou desgostosa com o trabalho,
ela também perdeu sua casinha. Os traços eram parecidos, mas eu é quem dava o
acabamento. Ela fazia o corpo dos bonecos e deixava pra nós dar o acabamento.
Ela ajudava muito porque tinha mais ligeireza na mão.
6) Sabe uma
coisa interessante que nós estávamos conversando aqui ontem, dona Irinéia e seu
Antônio? É que eu vi um vídeo de nome “Dona Irinéia, a Senhora do Barro”, com 6
minutos de duração. Nesse vídeo a senhora fala um pouco dos traços desses
bonecos. Como surgiu a ideia na cabeça da senhora pra fazer esses traços? Parecem
bonecos da mesma família, não é?
Dona
Irinéia – Vem daquele
lá de cima. Antes de eu fazer as peças grandes, eu fazia assim... Uns tipos de
cavalos, boi, tudo pequenininho, coisa de criança brincar, né?! Fazia aquelas
coisinhas tudo miudinhas. Ninguém dava essas importâncias. As vezes ficavam era
mangando, diziam que eu tava era fazendo boneco de macumba.
Aí, depois
chegou um senhor de Maceió, parece que ele mora na Serraria, e ele foi dando
ideias pra mim fazer peças maior. Aí eu comecei a fazer. Ele mandou eu
continuar fazendo aquele serviço e ele é que ficou comprando. As vezes eu dava
o preço baixo e ele dizia que eu não sabia dar preço e aumentava (risos)... E foi me orientando, me orientando...
Também o povo do SEBRAE chegou lá no início me dando explicação e eu fui me
desenvolvendo, mas ninguém nunca chegou pra pegar o barro e dizer “faça assim,
faça isso...”. E graças a Deus que hoje eu to reconhecida até fora do Brasil.
7) Qual a
dificuldade de lá, dona Irinéia? Estão precisando de que pra continuar esse
trabalho bonito que vocês fazem?
Dona
Irinéia – Meu filho, o
barro nós temos... A maior dificuldade da gente era lenha, mas depois da
enchente até que conseguimos. Até das bandas das usinas... Ele (seu Antônio) foi falar com os trabalhador que a lenha que eles não usassem eles
dessem... E foi logo onde a gente passou a noite, por riba dessa madeira (durante
a enchente). Serviu pra nós passar a
noite.
*Aqui, o fotógrafo da exposição, Thiago Alexandre, ressalta um dos
problemas vividos pelo casal de artesãos: a existência de uma pocilga. Diz ele
que lá perto do lugar da produção tem um cheiro insuportável, que é um problema
pra quem trabalha, além de afastar compradores.
8) Quando a
senhora chegou aqui, a senhora disse que demora um pouquinho pra produzir, pelo
fato de serem só vocês dois, não é isso?!
Dona
Irinéia – É. Demora.
Mas a gente já tem uma porção de peça em casa. E tamo trabalhando pra ver se
daqui pra janeiro a gente enche uma fornadinha, porque ele (seu Antônio) fez um forno grande que dá pra mais de 2
mil peças. Cheio mesmo a gente não consegue fazer não, pois leva muita peça...
Também, nessa
casa que a gente trabalha só dá pra produzir até 10h00 ou 11h00, porque
esquenta muito. Aí, depois de 15h00 por diante, quando abaixa a temperatura, é
que a gente aguenta ficar lá.
9) Então, se
melhorar o lugar de trabalho a produção seria maior, né?! Pois dava pra
aguentar mais.
Dona
Irinéia – É. Mas tão
fazendo... Já tão levantando outro lá perto das casas novas (novo local
de trabalho) e é mais na beira da estrada
(boa localização). Já tá bem encaminhado.
10) Vocês
gostaram desse novo lugar?
Dona
Irinéia – Sim,
gostamos. Mas ele (seu Antônio) só
vai estranhar a tirada do barro (o barro é transportado por carro de mão). Esse lugar que tão fazendo vai ficar tipo
uma loja, com cada um (produtor) com
seu quartinho, vamos queimar as peças e por lá pra vender. Tipo uma loja. Até
ontem uma menina tava me explicando, que vai ficar bonito. Vão fazer um local
detrás pra gente trabalhar e a lojinha fica na frente.
11) Gostaram do
pessoal que veio visitar a exposição hoje (estudantes)? Aqui em Murici a gente
precisa estimular mais o interesse por esses trabalhos.
Dona
Irinéia – A gente
gosta. Óia, as vezes nós fica perdido naquele lugar (local de
trabalho). A gente fica perdido, homem (risos). Um chama pra um lado, outro chama pro
outro e a gente fica que nem doido no meio do pessoal. Tem deles que ainda
compra umas pecinhas, e as vez só querem fazer pesquisa, né?! Não levam nada...
Mas eu atendo todo mundo!
12) Dona Irinéia,
tem peças que são vendidas de quanto a quanto? A partir de que preços?
Dona
Irinéia – Meu filho,
tem de R$1,00, que é as peça miudinhas... É R$20,00, é R$25,00, R$30,00,
R$40,00, R$50,00... As peças que tem mais caras é de R$200,00, R$250,00,
depende do tamanho da peça, né?! Antigamente eu não tinha preço pra vender as
cabeças... Eu decidia o valor na hora. Mas depois o pessoal foi me
incentivando, pra mim procurar um preço melhor, pra eu dar valor ao meu
trabalho, né?! Óia, a gente vende cabeça lá até por R$20,00, mas eles vendem em
outros lugares, em São Paulo, até por R$100,00.
Depois da
cheia, a gente fez uma peça de duas cabeças. Um mestre de capoeira se agradou
dela e ele (seu Antônio) vendeu
por R$100,00. Depois a gente recebeu um telefonema dizendo que essa minha peça
tava lá fora por mais de R$1.000,00.
Ontem mesmo
chegou um senhor que foi olhar o meu trabalho e quando viu os livros e revistas
ele até disse “Mas já ganharam pouquinho dinheiro nas suas costas, né dona
Irinéia?”, e eu disse “Ah, meu filho. Se eu fosse fazer as contas já era pra eu
ter um bom carro na porta... Mas fazer o que?”. Ainda dou graças a Deus por sustentar
o meu pão de cada dia, que até aqui nunca faltou. E tenho fé em Deus que nunca
vai faltar.
13) A senhora
consegue sobreviver vendendo essas peças?
Dona
Irinéia – Dá não. Dá
não. Sou aposentada mais ele (seu Antônio). Não dá por conta da família, né?! Se fosse só nós dois dava
tranquilo. Agora comigo, tenho uma filha solteira que tem três filhas. E tenho
uma filha que mora em Maceió que tem três filhos e um marido desempregado que
adoeceu e não pode mais trabalhar. Só não morreu de fome porque todo mês nós
temos que mandar uma cesta básica pra ele. Ele trabalhou 8 anos numa lanchonete
e o que ele apanhou? Doença! Semana passada ele tentou se matar.
14) Qual a maior
dificuldade hoje pra senhora preservar a arte e dar continuidade ao seu
trabalho?
Dona
Irinéia – Meu filho, o
que eu queria era que alguém se interessasse, né?! Se interessasse na minha
arte pra eu passar e ajudar a fazer, mas ninguém quer. Eu recebo pelo
patrimônio vivo do Governo, se não fosse isso... Foi uma benção que eles
fizeram comigo, pois se fosse só a aposentadoria não dava pra mim ajudar a família
e comprar as minhas coisinhas pra dentro de casa, né?! Aí, eu já ganho pra
ensinar, mas ninguém se interessa.
15) Como a
senhora vê essa falta de pessoas interessadas pela sua arte? Um trabalho tão singular,
tão importante, e não se vê as gerações futuras dando valor, querendo
participar, querendo dar continuidade ao seu trabalho?
Dona
Irinéia – Óia, pode dar
valor as pessoas de fora, mas os de lá mesmo (União dos Palmares) não dá não. Tem tanta gente jovem lá, mas
ninguém se interessa não. Se eles se interessassem seria uma benção.
*Esse aspecto cria outra dificuldade.
Dona Irinéia recebe mais convites de
interessados de outras regiões. Assim, como tem que sair de União dos Palmares, não tem carro pra
transportar mais peças. Ela diz que se houvesse um carro para a comunidade,
levar e trazer essas peças seria mais fácil.
16) Como a senhora
vê esses jovens do Coletivo A Fábrica, interessados na sua arte divulgando a
senhora enquanto patrimônio vivo e divulgando suas obras?
Dona
Irinéia – Meu filho, é
importante, né?! É importante a gente saber de uma coisa e ter divulgação, pra
ter reconhecimento em outros cantos. Eu queria sair mais pra outros cantos
assim, conhecer outras pessoas, outros trabalhos, mas não tem quem leve. Só
esses meninos (Coletivo A Fábrica) que tão se interessando por mim, né?! Eu até agradeço a eles.
17) O que esse
reconhecimento te trouxe?
Dona
Irinéia – As pessoas
vão muito lá, né?! Vão fazer pesquisa, me perguntar como eu comecei. Tem uns
que ajuda e outros que só vão pra fazer pesquisa mesmo. Mas eu atendo todo
mundo do mesmo jeito. Essa semana chegou uns alunos lá e todo mundo se agradou
da jarrinha de flor. Uma menina comprou uma de R$2,00 e disse “se eu tivesse com
dinheiro eu ia levar uma pra minha mãe” e eu disse “Tome, minha filha! Leve,
enrole e bote dentro da bolsa. O dinheiro que você me deu já é uma ajuda. Só
esconda direito pros outros não vê e querer também” (risos). Aí ela saiu tão
alegre!
18) A gente tem
aqui em Murici um pessoal muito talentoso trabalhando com artesanato. Muitos
desistem por falta de estimulo.
Dona
Irinéia – Óia, lá mesmo
num só sou eu que mexo com barro não, mas o trabalho das outras é mais as
panelas, pois a tradição era mais as panelas. Mas de uns certos tempos morreu.
Só o povo mais velho que entende que compra, mas com essa tradição de panela de
alumínio se acabou o interesse.
*Dona Irinéia, durante vários momentos da entrevista, nos contou sobre os
momentos difíceis que viveu em um antigo casamento, sofrendo com um ambiente de
violência familiar e todos os tipos de maus tratos ocasionados pelo marido alcoólatra,
que havia sido internado diversas vezes. Esses aspectos de sua vida preferi não
relatar em todos os detalhes na entrevista, por ser algo doloroso para os entrevistadores
e entrevistados e por alterar o foco de felicidade a que estamos celebrando. O
que pode ser dito é que esse sofrimento foi ao lado de seus três filhos, a quem
Irinéia jamais se desapegou, mesmo quando
recebeu propostas para dá-los. Com seus 20 e poucos anos, e 11 de casada, Irinéia enfim tomou coragem para se ver
longe daquele terreno hostil. Num dia, seu então marido se embebedou. Tomada
pela esperança de uma nova vida e seguindo os apelos de seu filho de apenas 6
anos de idade, Irinéia fugiu do
local. Nesse período, estavam ela e os filhos em Juazeiro. Irinéia
relatou que passou três meses lá, pedindo esmolas. Conseguiu encontrar uma
viúva que também pedia esmolas, mas que lhe cedeu abrigo em uma casinha
humilde. Passados os três meses, Irinéia
tinha juntado dinheiro para voltar a Alagoas.
Retornou ao Muquém, onde vive até
hoje. Passou quase 2 anos sozinha, criando seus filhos, até se juntar com o
senhor Antônio, após ele ficar
viúvo. Esse casamento já dura 35 anos.
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A exposição Irinéia: um sutil olhar
fica aberta ao público muriciense até o dia 15 de dezembro, no hall da
Prefeitura Municipal de Murici, em horário comercial. Espero todos vocês lá!
Veja algumas fotos do primeiro dia da
exposição em Murici, além de vídeos
dos bastidores da montagem dessa exposição, divulgados pelo Coletivo A Fábrica. Divirta-se!
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| Casal de artesãos junto a membros do Coletivo palmarino A Fábrica. |
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| Momento da entrevista. |
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| Luminária. |
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| Equipe organizadora do evento. |
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| O casal de artesãos demonstrou muito entusiasmo com todo o assédio dos curiosos pelos belos trabalhos. |
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| Quadros do fotógrafo Thiago Alexandre. |
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| Casal de artesãos junto a alguns integrantes da equipe organizadora da exposição. |
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| Seu Antônio e dona Irinéia. |
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| Casal de artesãos e Ariston Denison, fotógrafo e parceiro do Cultura ao Lado. |
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| Mais de 100 pessoas estiveram presentes apenas na manhã do dia 03 de dezembro. |
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| Dona Irinéia. |
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| Quadros do fotógrafo Thiago Alexandre. |
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| Thiago Alexandre, fotógrafo da exposição. |
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| Casal de artesãos com estudantes da rede pública de ensino da cidade. |
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| Dona Irinéia e seu Antônio, junto a membros da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Murici. |
















