Apresentação
Vivendo
de Solidão, do grupo Cia. Ltda.
Em fevereiro de 2009, na Escola Professor
Loureiro (Murici/AL).
A descoberta de novas formas de
pensar, de agir, de lhe dar com a vida em sociedade, de mudar as estruturas, de
ousar nomenclaturas, todas essas condições, alheias a quem caminha sem rumo,
causam lampejos de comportamentos inexplicáveis e são justamente essas
raridades a que devemos deter bastante
atenção. Andar por aí de bobeira ganhou um novo significado. Na casa tem uma rua e na rua tem uma casa, não são mais os meros conceitos diametralmente opostos que costumávamos ver. O ver também se suicidou em favor de uma nova perspectiva do pensar, uma nova brecha antropológica escancarada no cérebro, não mais obscura enquanto reflexo da morte/do finito, mas pairando em ares de nascimento ou renascimento do ser humano, como queiram. O olhar, depois de acordar e se revestir de exigência, passou a desbravar novos roteiros e a botar a mão na massa à procura de ardentes formas de expressões humanas, que resolvam equações há tempos frequentes em nossas vidas e jamais solucionadas.
atenção. Andar por aí de bobeira ganhou um novo significado. Na casa tem uma rua e na rua tem uma casa, não são mais os meros conceitos diametralmente opostos que costumávamos ver. O ver também se suicidou em favor de uma nova perspectiva do pensar, uma nova brecha antropológica escancarada no cérebro, não mais obscura enquanto reflexo da morte/do finito, mas pairando em ares de nascimento ou renascimento do ser humano, como queiram. O olhar, depois de acordar e se revestir de exigência, passou a desbravar novos roteiros e a botar a mão na massa à procura de ardentes formas de expressões humanas, que resolvam equações há tempos frequentes em nossas vidas e jamais solucionadas.
Quem te
viu... Quem te vê?
Existe uma brutal divisão entre quem
sente o amargo como amargo e quem sente o amargo como um dos sabores possíveis
dentre as muitas combinações alcançáveis. Entretanto, não há razão para
escolher um campo ou outro, no momento em que bem entender e que der na telha, como se fossemos seres desprovidos das redes de sociabilidade e suas
intervenções sobre nós. O processo é contínuo e se denomina em suas mutações
constantes, dentro do marasmo das fôrmas cotidianas, através de lapsos de
racionalidade de ação. Da casa para o trabalho, do trabalho para a escola
formal, da escola formal para a escola da
vida, numa roda de amigos...
Domingo tem
jogo, não é?!
Claro que sim!
Ah, tá
legal... Vamos sair pra assistir e tomar umas cervejas.
O tempo se desfaz com rigor e certa
injustiça. Mas o tempo da oportunidade de ação é mais rápido que o bater das asas de um beija-flor. O passado é certeza e o presente é correnteza de fluídos
comuns, onde os contramaré se destacam e causam burburinhos entre as outras
gotas inertes. O futuro é garantido por engrenagens de hoje, que somos você e
eu... Mas é aquele futuro que queremos alcançar? Pra mudar, tem que fazer força
e girar a roda no sentido contrário.
Depois de 1 mês e 17 postagens, vi o tempo passar voando. Mas também é
preciso dizer que esse tempo foi recheado de significados. A nova forma de
olhar para fora de si te concede uma importantíssima ferramenta para o olhar
interior. Isso, por si só, já é incrível. Entretanto, todas essas
transformações combinadas ao poder simbólico dos indivíduos de variados cantos
da sociedade, fazem com que energias das mais estranhas e brilhantes sejam
trocadas, numa cooperativa dos sentidos e
das transmutações do existir:
·
Na ida
conhecimento, na volta
reconhecimento;
·
Estudar os
outros é estudar a si mesmo e, estudando os outros, respondemos algumas respostas
deles e também nossas;
·
Olhar para os
outros é olhar para si, e também é ver belezas em coisas
que não podemos fazer, muitas vezes nem explicar, mas é prazeroso tentar
desvendar;
·
A
sensibilidade do olhar permite que o pesquisador se apegue ao que faz, ao
que sente, ao que enxerga. Não são as multinacionais que o direcionará. Não são
padrões de bom e de ruim que o iludirá. Mas o simples/complexo
desejo de ver para além de um ruído, do rabisco sem rumo prévio, do
surrealismo de cores pintadas por quem não teve ensinamento técnico algum;
·
Escrever é
eternizar, eternizar é participar da
luta diária de quem sustenta essas tradições para viver, etc.
Viu como a dona Maria roda, roda, roda e não deixa o copo cair? Nem o copo,
muito menos a peteca, quando sai daquela comunhão e tem que esperar o São João
do ano que vem pra dançar um forró danado daquele jeito.
E o Padim Ciço? Líder
religioso nordestino, líder político de grande potencialidade, ganhou os quatro
cantos do oxente e foi-se a rezar missa em solo acariocado.
Suassuna é antivírus
pra dormência do pensar e do agir? Só o tempo dirá...
Ah, tempo... Tempo, seu escapulido!
Escapula muito não.
Tempo, deixe tempo... Que tentaremos
fazer um pouco mais.
Mas fazer um pouco mais carece de
união de forças. É por isso que sou grato a todos os que já até aqui
participaram dessa iniciativa de divulgação da cultura material e imaterial alagoana,
nordestina... Brasileira! Aos companheiros que direta ou indiretamente
contribuíram significativamente para dar vida ao projeto Cultura Ao Lado (seja disponibilizando material/conhecimento ou
cedendo um pouco de seu tempo lendo/divulgando esse espaço virtual).
Tem cultura
ao lado? Tem! Tá mais que na hora de cair de cara nesse universo e
valorizar os esforços: daqueles que trabalharam/trabalham pesado para humanizar
as coisas, os espaços, deixando benefícios e marcando suas gerações; daqueles
que deram vida ao material descartado, desprezado, sem rumo nem ramo, e ao
imaterial desperdiçado (que é o tempo improdutivo); daqueles que vivem das
artes pelo gosto de se oporem a reprodução robótica e insana que se apega às horas do
dia-a-dia. A todos os vencedores do
nosso Estado alagoano... Onde a matança desenfreada leva como enchente a
nossa história, o nosso povo espetacularmente criativo, deixando lacunas no
continuar do nosso desenvolvimento, a minha humilde, mas verdadeira admiração.
Em cada esquina, em cada canto, uma
história pra contar... E estaremos lá.
Obrigado a todos!
Imagem adquirida em: http://companhialimitda.blogspot.com.br/2009/02/apresentacoes-mujricial-vivendo-de.html