sábado, 23 de junho de 2012

Exposição sobre a vida de Padre Cícero é inaugurada no Rio de Janeiro



Pouco tempo depois de concluir a leitura do livro Caminhos da Mãe de Deus, Romeiros do Padre Cícero, do escritor e poeta alagoano Cícero Gomes, e perceber importantes elementos que ainda hoje sobrevivem no âmago da cultura religiosa do nordeste, me deparei com uma notícia de mais ou menos uma semana atrás, que divulgava uma exposição intitulada Meu Padinho Padre Cícero – Em cada casa
um oratório, em cada quintal uma oficina, que ocorreu no Rio de Janeiro.

No livro supracitado, Cícero Gomes, com sua linguagem caracteristicamente popular, inicia uma locução sobre inúmeros lugares, rituais, pessoas, construindo um roteiro dinâmico de situações que tipicamente compõem a vida do povo de fé, especificamente os seguidores de Padre Cícero, romeiros inseparáveis de suas missões. Mas, afinal, o que levou o Rio de Janeiro a aproximar relações com um componente tão importante da cultura popular nordestina e fomentar um espaço que promovesse unicamente esse traço religioso marcante?

Bem, verdade seja dita que a figura inigualável de Padre Cícero enquanto ícone na vida social, política e religiosa ainda estreita laços, mesmo depois de quase 80 anos de sua morte. Não é à toa que, em 2001, Cícero Romão Batista foi considerado O Cearense do Século, em uma votação promovida pela TV Verdes Mares, tendo como principal parceira a Rede Globo de Televisão. O Ciço Romão seguiu os passos do rei do baião, rompendo fronteiras da cultura e da admiração.

A reverência carioca a esse ainda líder nordestino é um reconhecimento da anual peregrinação de milhares de fiéis, que do rito fortalecem o mito e deixam Padim Ciço cada vez mais vivo. Na presença de Vitor Ortiz, ministro-interino do Ministério da Cultura, era então inaugurada a exposição sobre a vida da lendária figura religiosa, instalada no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Além de Vitor Ortiz, estiveram presentes na inauguração do dia 17 de junho: o secretário municipal de cultura do Rio de Janeiro, senhor Emílio Kalil; o curador da exposição, Emanoel Araújo e o padre Roberto Magalhães.

Vale a pena conferir o site do Ministério da Cultura e ficar por dentro do andamento e das novidades que a exposição reservou aos cariocas. Acesse: http://www.cultura.gov.br/site/


Foto: Caru Ribeiro.