Neste último post da primeira sessão
do blog Cultura ao Lado, resolvi
unir duas formas de produção artesanal que se combinam e realmente encerrar com
chave de ouro: a pintura. De um lado, a senhora Marlene Galdino e, do outro, o pintor já renomado no município, Ronaldo Pereira. Assim, encerro este
que foi um breve apanhado sobre diferentes segmentos de artesanato, os quais
ainda têm-se muito a descobrir, na cidade do interior de Alagoas, Murici.
Começamos pelas damas, ok?! A senhora
Marlene Galdino é verdadeiramente um
achado pra mim durante todas as visitas à procura de talentos, das mais
diferentes gerações. Convivendo na mesma e pequena cidade, confesso que jamais
imaginei a existência de sua inclinação para trabalhos voltados às artes. Mas,
esse é o barato da coisa, não é mesmo? As peculiaridades de um povo e as
potencialidades individuais surgem de onde menos esperamos, se manifestam nos
lugares que menos conseguimos enxergar. Mas, pra resolver os enigmas, basta
perguntar! Após desenvolver as técnicas do desenho, com muita prática, Marlene Galdino transfere todas as suas habilidades para toalhas de mesa,
de cozinha, lençóis, fronhas de almofadas, etc. etc., num ritual diário de
retoques regrados a muita, mas muita concentração. Sua ilimitada capacidade de
reproduzir traços cada vez mais floridos e alegres garantem, mensalmente, uma
produção de no mínimo 30 peças,
constituídas por tecidos de diferentes tamanhos. Não pensem que é um trabalho
maçante, muito pelo contrário! O ateliê de Marlene
Galdino, localizado em sua
residência, na Rua Rosendo Maciel, é
simplesmente inspirador e convidou até a mim, leigo no assunto, a arriscar
alguns traços desajeitados, mas muito entusiasmados (risos). Confira algumas
fotos:
Para negociar seus trabalhos
belíssimos e que tornam o lar mais convidativo, é só ligar para o seguinte
número: (82)9654-4577. Negocie
diretamente com a senhora Marlene
Galdino. Aproveite para possuir essas obras com o cheiro do interior
alagoano.
Por fim, mas não menos importante, trataremos
do artista Ronaldo Angenor Pereira,
popularmente conhecimento como Ronald.
Esse, diferentemente de todos os outros artistas aqui listados, já possui certa
estabilidade nesse ramo. Conhecido como uma das principais referências em
pintura no município muriciense, Ronald
abriu seu ateliê e investiu para o crescimento do seu negócio, participando de
cursos, feiras e outros espaços de dinamização. Mas, não confundam! Esse
formato empresarial de Ronald não
atingiu as suas obras de maneira negativa, padronizando-as, mas sim, a cada dia,
elas transmitem mais e mais o talento inconfundível deste autor para improvisar
emoções nas pinturas em tela, impressionar adeptos e reunir uma fiel clientela.
Veja alguns quatros do pintor:
A organização do seu ramo permitiu a Ronald tornar ainda mais fácil a vida
do comprador. Atente aos contatos para negociação e formas de pagamento. Para
falar com Ronald, é só ligar para o
seguinte número: (82)9957-9903. Você
também pode mostrar interesse pelo e-mail a seguir: julianajulia2010@gmail.com.
Quanto às formas de pagamento, as
vendas são feitas com negociação direta, valor parcelado e no cartão de
crédito. Aproveite!
Muito
importante:
A sessão que hoje se encerra não teve,
em momento algum, a pretensão de dar conta da totalidade de produtores
artesanais do município. Não mesmo! Ainda falta muita gente talentosa pra ser
lembrada. Mas, essa iniciativa é simbólica ao refletir a importância da
divulgação desses trabalhos, a essencialidade na implementação de espaços para
comercialização dos produtos e, assim sendo, de organização e incentivo a quem
produz, o artista em potencial em cada pessoa que vemos passar na rua, a busca
por conhecer o outro e, logo, as obras que os humanizam e os eternizam.
Espero que tenham curtido.
Agradecimentos:
Ao fotógrafo e Agente de
Desenvolvimento Ariston Denison,
pelo entusiasmo e apoio mostrado durante as visitas e, em especial, a todos os
artesãos que nos abriram as portas de casa para gentilmente mostrar um pouco de
si, um pouco de seus talentos individuais, um pouco de nossa história coletiva.
