Olá. Vocês estão bem? Espero que sim.
É com imenso prazer que apresento a primeira
sessão de publicações do blog Cultura Ao
Lado. E tinha que ser especial, não é mesmo?! A Semana do Artesanato Muriciense no Cultura Ao Lado, que se iniciará
na segunda-feira que se aproxima, dia 20 de agosto, tem por objetivo
promover ao
público leitor deste espaço virtual o acesso unicamente aos trabalhos de artistas que residem na cidade de Murici/AL. Essa ideia surgiu da necessidade deste humilde blog em divulgar expressões culturais materiais que nascem de dentro desse interior, localizado a 50 km da capital Maceió. O mapeamento do artesanato, embora fortemente estimulado por este, não é uma ação isolada do blog, mas também faz parte de uma proposta maior e complexa de mudança do cenário municipal. Entenda:
público leitor deste espaço virtual o acesso unicamente aos trabalhos de artistas que residem na cidade de Murici/AL. Essa ideia surgiu da necessidade deste humilde blog em divulgar expressões culturais materiais que nascem de dentro desse interior, localizado a 50 km da capital Maceió. O mapeamento do artesanato, embora fortemente estimulado por este, não é uma ação isolada do blog, mas também faz parte de uma proposta maior e complexa de mudança do cenário municipal. Entenda:
A
Regionalização do Turismo
A Regionalização do Turismo é um dos macroprogramas do Ministério do Turismo e está dentro do PNT (Plano Nacional de Turismo). O programa tem por objetivo definir
regiões como regiões turísticas, promovendo
maior organização e ações fortemente planejadas no que se refere o aquecimento
da máquina econômica dos municípios e seu Estado em questão. Como primeiro
procedimento, o programa de regionalização identifica, a partir dos órgãos
competentes envolvidos, um produto com identidade formada ou em potencial para
ser trabalhado como chamariz do processo instalado no município ou região. Foi
justamente o que germinou nesse ano de 2012
em Murici e aí entra um dos nossos
produtos mais importantes e característicos, mas ainda pouco (ou nada)
divulgado: o artesanato.
Dentro do plano de regionalização, o
município deve investigar cada espaço de serviço turístico em potencial, cada
produto a ser oferecido, cada ponto possível de um sistema de atendimento amplo
ao visitante e, por fim, mapeá-lo e organizá-lo. No caso da verde Murici, a parte urbana também é
imprescindível para incluir o município nessa rota turística nacional, é aí
que, por meio de exaustivas apreciações, percebemos que existem inúmeras
expressões artísticas, materiais ou imateriais, formais ou informais, que são
consumidas por outros municípios e pouco conhecidas por essas bandas. Portanto,
além de um simples mapeamento, como dados brutos, importantes nas estatísticas
da regionalização, pretendo conversar um pouco mais sobre a realidade desse
interior e daqueles que sobrevivem (ou não) dos produtos que produzem. Vamos
além... Com essa divulgação, podemos ao menos começar a construir um cardápio
genuinamente muriciense de produção artística e tornar indubitável que todos os
povos, sem exceção, possuem cultura, sobrevivem ou alimentam alguma técnica de
riqueza histórica de produção manual passada de geração em geração. Constantemente se ouve nas esquinas que “por aqui não tem
nada de bom...”. Meu desafio é provar o contrário e incorporar a premissa
de que tem algo de bom, falta apenas a técnica ou sensibilidade para enxergá-lo.
Expectativas
quanto à instauração do plano de regionalização em Murici
Algumas muitas bandeiras são erguidas
nas falas entusiasmadas daqueles que acreditam no plano de regionalização, por
ser uma ideia forte ao desenvolvimento dos municípios em todo o país. “A regionalização ajuda no crescimento do
município...”, “A regionalização
divulga os produtos da terra, impondo-lhes organização dentro do comércio,
identidade, possibilidades de importação e até exportação...”. Enfim,
Murici também vive esse entusiasmo.
Mas, em Artes, Entretenimento e Turismo,
de 2004, Howard Hughes é óbvio, mas brilhante em identificar, em algumas de
suas investidas teóricas, o quanto as comunidades que ainda guardam resquícios
do exótico passam por severas
transformações após um processo de “ocidentalização”. O que espero, em Murici, é que esses artesãos
consigam se organizar, especialmente por meio de uma associação, e empreendam
com maior facilidade na Zona da Mata alagoana, vendendo seus produtos e
sobrevivendo unicamente desse trabalho, que é o que gostam de fazer.
Entretanto, sempre existe o risco da descaracterização do que se produz... A
madeira é talhada de acordo com as necessidades do turista, não é?! É isso que
não se pode permitir. A falta de visualização desse segmento atuou como uma espécie
de incubadora de grandes potenciais artísticos, que levam em suas formas, em
cada traço, os significados da história desse povo. Isso deve ser preservado a
todo custo.
Abaixo, veja o vídeo do portal Cada Minuto (http://cadaminuto.com.br/) sobre a
participação de Murici na VI Feira dos Municípios Alagoanos e perceba alguns
dos potenciais culturais que falei nesse post.

