O Cultura ao Lado propõe a você, caro leitor, uma viagem para além
das fronteiras alagoanas. Vamos visitar o Estado
do Maranhão?
Uma das missões do talentosíssimo
fotógrafo Geraldo Kosinski é
divulgar a história e cultura do povo maranhense. E é o que tem feito. Durante
o período posterior da elaboração do slideshow intitulado Um Maranhão de Cabeça, Tronco e
Membros, Geraldo não tem medido
esforços para divulgar seu trabalho nos mais variados portais de cultura do
Brasil. Foi aí que tive o orgulho de receber seu material e conhecer um pouco
mais do seu trabalho brilhante e emocionante do ponto de vista da riqueza de
diversidade e da simplicidade de povos que ainda sustentam as culturas de seus
antepassados, da essência da brasilidade descarada e rara. Nesse slideshow é
possível sentir a atmosfera encontrada por Geraldo
Kosinski e viajar junto com ele pelas comunidades do Estado do Maranhão, que ainda sustentam a cara do Brasil de
outrora.
O trabalho fotográfico de Geraldo Kosinski é também um tratado
contra qualquer tipo de racismo ambiental, onde é valorizado todo traço físico
e simbólico da vida simples, poética, suada e cativante do povo maranhense.
Mas, devemos ir por partes.
Você sabe o
que é racismo ambiental?
Muitos estudiosos se referem a esse
tipo específico de racismo como qualquer política, prática ou diretiva que
afete ou prejudique grupos ou comunidades por motivos de raça ou cor. No
entanto, para compreender a existência do racismo ambiental é necessário examinar
principalmente a prática racista em seu sentido mais global. Por exemplo, o
racismo ambiental claramente delimitado se passa na forma de políticas públicas
ou ações privadas que cuidem com diferença discrepante pessoas de cor, suas
terras, sua cultura. Acordos governamentais são efetivados para implantação de
indústrias em áreas onde os donos ainda vivem de acordo com suas regras
culturais e trabalham de maneira arcaica aos olhos dos grandes centros econômicos.
Atualmente, podemos pensar como racismo ambiental um dos temas mais comentados
nas redes sociais, a dizimação dos povos indígenas e invasão de suas terras.
O racismo ambiental favorece a:
·
Estratificação
de pessoas – por raça, etnia, status social e poder;
·
Estratificação
de lugares – nas cidades principais, bairros periféricos, áreas rurais, áreas não-incorporadas
e reservas indígenas;
·
Estratificação
do trabalho – exemplo: oferecimento de maior proteção e cuidado
com os trabalhadores intelectuais, em detrimento dos trabalhadores braçais, ou
seja, racismo ambiental se manifesta principalmente no trato desigual que
recebem os operários, dentre outras muitas formas.
O que é o
documentário fotográfico Um Maranhão de
Cabeça, Tronco e Membros?
O slideshow de Geraldo Kosinski é um apanhado de diversas fotografias que fazem
transparecer as formas de vida e costumes de comunidades maranhenses, de 1986 a 2007.
Curta intensamente esses mais de 10
minutos de fotos belíssimas. Vamos divulgar exemplos de valorização cultural do
nosso Brasil. Pra você fotógrafo ou fotógrafa, que tal começar um projeto fotográfico
desses na sua comunidade?
Até a próxima!
