domingo, 25 de novembro de 2012

Um Maranhão de Cabeça, Tronco e Membros


O Cultura ao Lado propõe a você, caro leitor, uma viagem para além das fronteiras alagoanas. Vamos visitar o Estado do Maranhão?

Uma das missões do talentosíssimo fotógrafo Geraldo Kosinski é divulgar a história e cultura do povo maranhense. E é o que tem feito. Durante o período posterior da elaboração do slideshow intitulado Um Maranhão de Cabeça, Tronco e Membros, Geraldo não tem medido esforços para divulgar seu trabalho nos mais variados portais de cultura do Brasil. Foi aí que tive o orgulho de receber seu material e conhecer um pouco mais do seu trabalho brilhante e emocionante do ponto de vista da riqueza de diversidade e da simplicidade de povos que ainda sustentam as culturas de seus antepassados, da essência da brasilidade descarada e rara. Nesse slideshow é possível sentir a atmosfera encontrada por Geraldo Kosinski e viajar junto com ele pelas comunidades do Estado do Maranhão, que ainda sustentam a cara do Brasil de outrora.

O trabalho fotográfico de Geraldo Kosinski é também um tratado contra qualquer tipo de racismo ambiental, onde é valorizado todo traço físico e simbólico da vida simples, poética, suada e cativante do povo maranhense. Mas, devemos ir por partes.

Você sabe o que é racismo ambiental?

Muitos estudiosos se referem a esse tipo específico de racismo como qualquer política, prática ou diretiva que afete ou prejudique grupos ou comunidades por motivos de raça ou cor. No entanto, para compreender a existência do racismo ambiental é necessário examinar principalmente a prática racista em seu sentido mais global. Por exemplo, o racismo ambiental claramente delimitado se passa na forma de políticas públicas ou ações privadas que cuidem com diferença discrepante pessoas de cor, suas terras, sua cultura. Acordos governamentais são efetivados para implantação de indústrias em áreas onde os donos ainda vivem de acordo com suas regras culturais e trabalham de maneira arcaica aos olhos dos grandes centros econômicos. Atualmente, podemos pensar como racismo ambiental um dos temas mais comentados nas redes sociais, a dizimação dos povos indígenas e invasão de suas terras.

O racismo ambiental favorece a:

·             Estratificação de pessoas – por raça, etnia, status social e poder;

·             Estratificação de lugares – nas cidades principais, bairros periféricos, áreas rurais, áreas não-incorporadas e reservas indígenas;

·             Estratificação do trabalho – exemplo: oferecimento de maior proteção e cuidado com os trabalhadores intelectuais, em detrimento dos trabalhadores braçais, ou seja, racismo ambiental se manifesta principalmente no trato desigual que recebem os operários, dentre outras muitas formas.

O que é o documentário fotográfico Um Maranhão de Cabeça, Tronco e Membros?

O slideshow de Geraldo Kosinski é um apanhado de diversas fotografias que fazem transparecer as formas de vida e costumes de comunidades maranhenses, de 1986 a 2007.

Curta intensamente esses mais de 10 minutos de fotos belíssimas. Vamos divulgar exemplos de valorização cultural do nosso Brasil. Pra você fotógrafo ou fotógrafa, que tal começar um projeto fotográfico desses na sua comunidade?

Até a próxima!