sábado, 8 de junho de 2013

Jornalista muriciense cria o Arquivo do Interior Alagoano para resgatar imagens históricas

Água Branca - Sertão alagoano.

O jornalista muriciense Erick Luisi é o idealizador do projeto Arquivo do Interior Alagoano, que ganhou vida recentemente na rede social Facebook. A ideia é de deixar contente todos os amantes da trajetória de nosso povo, com ênfase nos 101 interiores, que traduzem em sua arquitetura as marcas das significativas transformações históricas que precisam ser lembradas e, por consequência, avivadas dentro do imaginário local.

Na página do Arquivo do Interior Alagoano são veiculadas imagens históricas compostas pelos principais símbolos de sociabilidade da nossa terra, a exemplo das igrejas, dos primeiros empreendimentos e da simplicidade das moradias, ruas e praças. Esse importante resgate da história alagoana, segundo Erick, é pioneiro enquanto nesse formato, mas nasceu devido à existência de uma página com propósitos semelhantes voltada aos maceioenses. “Daí pensei em criar um espaço para tratar exclusivamente das cidades que fazem parte do interior alagoano, que até então não existia. Foi uma ideia e uma iniciativa pioneira para quem mora fora da capital e tem curiosidade de saber como era a sua cidade antigamente”. (Erick LuisiFonte: Blog do Lininho. www.lininho.com).

Veja algumas imagens:

Arapiraca.
União dos Palmares.
Canapi.
Rio Largo.
Cacimbinhas.
Penedo.


O que eu chamo atenção é para a autonomização da juventude interiorana de Alagoas. Não que ela (a autonomia) não existisse, mas por ter provavelmente se acentuado nos últimos 8 anos, mais ou menos, tomando um maior desenvolvimento dos meios digitais e virtuais (redes sociais, por exemplo) como forte aliado na produção e divulgação de conhecimento, claro. Óbvio que 8 anos é um dado meu, aproximativo, percebido na convivência em certos âmbitos, anteriormente ocupados, em sua maioria, apenas por cidadãos da capital. Os jovens do interior ocupam cada vez mais os pólos intelectualizados, mesmo com os constantes problemas educacionais, e afirmam uma imprescindível contribuição para pensarmos a cultura de maneira geral, seja por meio de coletivos, sites, blogs, páginas, intervenções públicas, privadas, etc. Basta pensar: o carnaval alagoano ganhou força brutal no interior; a cena musical de lá agora também depende daqui; os artistas interioranos não são mais contados nos dedos; as ações em prol da cultura chamam atenção e ganham um solo independente, caminho antes trilhado com dificuldades extremas. Num ritmo cada vez mais acelerado adentramos nos cursos superiores do Estado e, nas salas de aula, irão nos chamar por nossos nomes, não mais pelos nomes de nossas cidades em tom deveras irônico de propósito piadista. 

Erick Luisi faz um jornalismo riquíssimo resgatando a essência de Alagoas. Todo sucesso (que é garantido) ao projeto desse meu conterrâneo. Fico na torcida (e na ajuda, no que puder) que futuramente esse projeto saia da tela do computador para uma exposição física, ampliando o acesso ao conhecimento para aqueles que não tem acesso a internet.



Curta a página do Arquivo do Interior Alagoano e confira mais imagens:


*Dica de navegação da página:

"Você pode encontrar fotos de determinadas cidades através dos Álbuns (http://migre.me/ePB6L), que estão separados por região do Estado. Por exemplo: Arapiraca está no álbum AGRESTE, assim como Japaratinga está no álbum LITORAL NORTE."

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