Murici,
Alagoas, foi um dos municípios fortemente atingidos pelas severas enchentes do
ano de 2010. O tempo passou, mas as cicatrizes permanecem muito vivas numa das mais
tradicionais áreas urbanas da cidade.
De
lá pra cá, muito tem-se feito. O povo é sofrido, mas é forte de igual modo.
Juntam os cacos das casas e das almas e começam absolutamente tudo do zero.
Aguentam firme a saudade dos entes queridos que se foram naquela furiosa ação da
natureza e lutam incansavelmente para tornar esse interior de 27 mil habitantes
novamente num lar. Entretanto, apesar de todos os esforços, algumas marcas não
somem. Seja pela expansão da cidade, refletida na falta de condições para se habitar
nos locais que são constantemente inundados, seja pela teimosia de alguns populares em deixar lá aquelas rachaduras, como uma necessidade de não esquecer
as feridas que motivam suas superações mais particulares, os fazendo acordar cedo todos os dias
para encarar a rotina.
Todo
herói tem suas marcas de batalha. Toda guerra deixa baixas.
Aqui,
serão apresentadas algumas imagens que escancaram essas cicatrizes. As imagens
foram extraídas de um percurso limitado, logo, é possível encontrar outras
feridas abertas, em outras ruas do município. Foram fotografias manipuladas não apenas para deixar claro a materialidade das casas destruídas, mas, sobretudo, intensificar a aparição do simbolismo dos elementos da natureza, que requereram seu espaço de maneira brutal.
Ao
todo, as enchentes de junho de 2010 deixaram 27 mortos, 29 desaparecidos e mais
de 27 mil casas destruídas em Alagoas, como nos informam os dados apresentados no portal
UOL Notícias, repassados pelo governo do Estado.
Toda
a mídia produzida durante e depois das tragédias que se desenvolveram naqueles dias são arquivos
essenciais para lembrarmos diariamente do quanto é imensa a
nossa capacidade de superação diante dessas adversidades.
Obrigado
por acessar o Cultura ao lado e até a próxima!




















