apontam que são esses segmentos empresariais os formadores de incríveis 94% engajados no ramo de turismo do país, merecendo, portanto, um olhar mais centralizado e preparador. O evento, apoiado pelo SEBRAE e pela CNtur (Confederação Nacional do Turismo), esta última a representante a nível nacional da categoria econômica e produtiva do turismo, teve como palestrante o Gestor de Informação da USP, senhor Edson Fermann.
O projeto em
questão prevê:
·
Qualidade de
atendimento;
·
Finanças das
empresas;
·
Gestão de pessoa;
·
Como vender mais
e melhor;
·
Gestão
estratégica;
·
Gestão de
processos;
·
Alimento
estratégico;
·
Mercado
turístico;
·
Formalização de
novas empresas turísticas;
·
Inovação e
sustentabilidade.
Dentre os muitos segmentos turísticos rapidamente trabalhados por Fermann, o turismo cultural, como o étnico e religioso, por exemplo, chamou a atenção.
A proposta
central do palestrante é alertar os donos de estabelecimentos que recebem o
turista da importância em aplicar alterações na prestação de serviços que permitam
a ampliação do público a ser atendido. Entretanto,
faltou a Fermann trabalhar melhor o tema de um dos grandes entraves para o
desenvolvimento extensivo do turismo no solo nordestino, seja na importação ou
exportação de sua identidade cultural: as enchentes. Esses fenômenos que
devastam os negócios já estabilizados e suas estruturas, por vezes forçou a
reconstrução de cidades alagoanas que ainda se recuperavam de catástrofes
anteriores.
Mas, para além
desse aspecto natural e muito influenciado pela desenfreada e desorganizada
urbanização, para se pensar em melhoria das vias que comercializam a cultura,
permitindo a sobrevivência de seus produtores (sendo essencial que não a
deturpe, ou seja, que não elimine seus traços característicos), é preciso
contar com outras áreas da sociedade, que estão acima da organização dos donos
de hotéis, restaurantes, padarias etc. Ou seja, garantia de segurança e saúde,
por exemplo, são elementos básicos para os aventureiros que se prestam a
conhecer e consumir nossas belezas, nossas produções artesanais, nossa fé e
nossos traços, ainda em muitos interiores, coloniais.
Por essas e
outras, não basta dizer, por exemplo, que a França, que tem em média o mesmo
território de Minas Gerais, fatura mais de 80 milhões de dólares anualmente com
o turismo. As diferenças de conjuntura e a atrasada fórmula da prestação de
serviços começam na escola e é infelizmente garantida pelo governo através de
direitos básicos ainda não fornecidos. A reformulação do nosso mercado
turístico para além das barreiras do carnaval (samba), do futebol e da mulher
bonita se inicia com a reformulação social. Sem as responsabilidades mínimas
não sendo garantidas, é difícil estimular o povo a consumir um entretenimento
que está ao lado. Mais seguro é sentar no sofá e ver o que nos oferecem pela
TV.
Até a próxima!
Fotos: Ariston Denison.
Fotos: Ariston Denison.