Tudo bem, pessoas?!
Espero que sim!
Sentiram falta do Cultura? Eu senti falta de todos vocês,
queridos leitores...
Esse ano começou a mil e ainda estou
me acostumando ao ritmo das coisas e me dedicando a outros compromissos que também carecem
da minha fiel atenção. Mas, hoje, voltamos por um excelente motivo, pra falar
de uma cultura que vem de longe... Muito longe. Se liguem!
É rotineiro em minhas postagens
agradecer o apoio de pessoas que enxergam o potencial da cultura em Alagoas e nos ajudam constantemente a
manter o projeto Cultura ao Lado em
funcionamento. Uma dessas pessoas tá causando o maior reboliço em outro
continente (risos). Seu nome? Claudionor
Gomes.
Claudionor
Gomes da Silveira Filho é um dos grandes apoiadores desse projeto que completa
9 meses de existência no próximo dia 28 de fevereiro. Alagoano, muriciense, pesquisador,
músico e estudante de Ciências Sociais, Claudionor
(que também atende por Nozinho) atualmente vive em Coimbra, Portugal... Estadia que, por sua vez, é fruto de um intercâmbio
entre Universidade Federal de Alagoas e a universidade da cidade supracitada,
uma das mais tradicionais de Portugal.
Se estivesse apenas centrado em se adaptar a nova cultura e estudar com afinco
as novas disciplinas e seus conteúdos, Claudionor
já teria cumprido sua missão. Mas ele escolheu fazer algo mais...
O nosso grande parceiro tem feito um
mapeamento das diferentes expressões artísticas do local. No melhor estilo descobridor, Claudionor criou um blog para compartilhar suas experiências nesse
encanto de cidade, explorando tudo o que teve tempo de explorar em tão poucos
dias de morada. Uma das matérias que me chamou atenção foi referente às artes marginais. Com uma câmera em mãos
e com aquele olhar crítico de todo cientista social em formação, Nozinho tem colhido importantes
expressões que são familiares a nós, expostas em cada esquina, em cada muro e
calçada. Essa é uma das peculiaridades marcantes do capitalismo, ou seja, seu
rumo segregador faz surgir um fôlego renovado em quem tem potencial pra
improvisar, produzir, e tá de saco cheio de ser excluído, seja qual for a
nacionalidade. Em um sistema onde determinadas culturas/códigos de
sociabilidade se transmutam em padrões a serem seguidos/consumidos/aturados e,
sobretudo, monetarizados, a expressão marginal surge como uma forma relutante
de arte desprovida do interesse das massas e com um simbolismo aguçado,
filosofia das ruas que não pode ser comercializada. Aqui, não há código de
barras. Esse aspecto é o elo entre nós brasileiros/alagoanos e outros povos de territórios distantes: apesar das culturas por
vezes discrepantes, em todo o lugar onde há relações sociais manipuladas pelo capitalismo selvagem, há também uma
necessidade de se fazer existir, para além das barreiras de reprodução
industrial.
Veja algumas imagens:
Se você ficou interessado (a) pelo
trabalho que o Nozinho vem
desenvolvendo lá e quer ver muito mais, é só conferir seu blog e acompanhar na integra cada passo do amigo
descobridor. Segue o link>>> http://noemcoimbra.blogspot.com.br/
Claudionor
Gomes retorna ao Brasil em julho, ou seja, ainda temos muito a conhecer daqueles
que querem se libertar através da arte, renascendo no seio da sociedade dos
colonizadores de outrora.
