domingo, 17 de fevereiro de 2013

Nô em Coimbra: câmera na mão e uma cultura marginal pra revelar


Tudo bem, pessoas?!

Espero que sim!

Sentiram falta do Cultura? Eu senti falta de todos vocês, queridos leitores...

Esse ano começou a mil e ainda estou me acostumando ao ritmo das coisas e me dedicando a outros compromissos que também carecem da minha fiel atenção. Mas, hoje, voltamos por um excelente motivo, pra falar de uma cultura que vem de longe... Muito longe. Se liguem!

É rotineiro em minhas postagens agradecer o apoio de pessoas que enxergam o potencial da cultura em Alagoas e nos ajudam constantemente a manter o projeto Cultura ao Lado em funcionamento. Uma dessas pessoas tá causando o maior reboliço em outro continente (risos). Seu nome? Claudionor Gomes.

Claudionor Gomes da Silveira Filho é um dos grandes apoiadores desse projeto que completa 9 meses de existência no próximo dia 28 de fevereiro. Alagoano, muriciense, pesquisador, músico e estudante de Ciências Sociais, Claudionor (que também atende por Nozinho) atualmente vive em Coimbra, Portugal... Estadia que, por sua vez, é fruto de um intercâmbio entre Universidade Federal de Alagoas e a universidade da cidade supracitada, uma das mais tradicionais de Portugal. Se estivesse apenas centrado em se adaptar a nova cultura e estudar com afinco as novas disciplinas e seus conteúdos, Claudionor já teria cumprido sua missão. Mas ele escolheu fazer algo mais...

O nosso grande parceiro tem feito um mapeamento das diferentes expressões artísticas do local. No melhor estilo descobridor, Claudionor criou um blog para compartilhar suas experiências nesse encanto de cidade, explorando tudo o que teve tempo de explorar em tão poucos dias de morada. Uma das matérias que me chamou atenção foi referente às artes marginais. Com uma câmera em mãos e com aquele olhar crítico de todo cientista social em formação, Nozinho tem colhido importantes expressões que são familiares a nós, expostas em cada esquina, em cada muro e calçada. Essa é uma das peculiaridades marcantes do capitalismo, ou seja, seu rumo segregador faz surgir um fôlego renovado em quem tem potencial pra improvisar, produzir, e tá de saco cheio de ser excluído, seja qual for a nacionalidade. Em um sistema onde determinadas culturas/códigos de sociabilidade se transmutam em padrões a serem seguidos/consumidos/aturados e, sobretudo, monetarizados, a expressão marginal surge como uma forma relutante de arte desprovida do interesse das massas e com um simbolismo aguçado, filosofia das ruas que não pode ser comercializada. Aqui, não há código de barras. Esse aspecto é o elo entre nós brasileiros/alagoanos e outros povos de territórios distantes: apesar das culturas por vezes discrepantes, em todo o lugar onde há relações sociais manipuladas pelo capitalismo selvagem, há também uma necessidade de se fazer existir, para além das barreiras de reprodução industrial.

Veja algumas imagens:







Se você ficou interessado (a) pelo trabalho que o Nozinho vem desenvolvendo lá e quer ver muito mais, é só conferir seu blog e acompanhar na integra cada passo do amigo descobridor. Segue o link>>> http://noemcoimbra.blogspot.com.br/

Claudionor Gomes retorna ao Brasil em julho, ou seja, ainda temos muito a conhecer daqueles que querem se libertar através da arte, renascendo no seio da sociedade dos colonizadores de outrora.